23 de setembro de 2010

Diário de Bordo 23/Setembro

   A aula começou com a leitura do diário e de comporte-se, depois o professor marciano deu início à explicação do capítulo 4. Leu os objetivos do apredizado da leitura do capítulo.
Explicou que o capítulo se divide em personalidade e emoções, e que personalidade é a soma total das maneiras como uma pessoa reage e interage com os demais, todos temos personalidade e alguns traços mais marcantes, que atraem ou repelem as pessoas. E quem faz nossa personalidade são nossos pais, o ambiente e a situação.
   O professor também falou sobre os testes de personalidades, que são feitos em empresas, muitas vezes não são aplicados por psicólogas, e isso é proibido.
   Falou sobre ser gestor, que é uma função que não é para qualquer um, pois alguns não intendem a complexibilidade das pessoas e assim não tem a capacidade de gerir. Um exemplo é quando uma pessoa fala mal da outra e não sabe o impacto que aquelas palavras vão causar na pessoa. Por mais experiencia que a gente tenha com grupos e pessoas não podemos entede-las, pois as pessoas são muito complexas. Isso volta ao assunto lá da nossa primeira aula do bimestre, e o Professor Marciano disse que aquilo dito em aula vai nos seguir para sempre, pois o fato da pessoa ser complexa é a resposta para várias perguntas.
   Depois o Professor nos mostrou características de duas personalidades, em que A era uma personalidade muito agitada, impaciente, anciosa e a B era o contrário de A, e disse para a turma analisar qual personalidade cada um era. E então disse que na área de negócios, a personalidade que mais se encaixava era a de letra A, pois exige do profissonal características semelhantes.
   O professor Marciano disse também sobre as emoções, "Emoções Sentidas VS Emoções Demonstradas", que quanto mais próximas as emoções, mais provável que sejam confundidas pelas pessoas. Leu sobre as Dimensões Emocionais que são as - variedades das emoções, - intensidade das emoções, - frequencia e duração das emoções.
   Depois explicou que as emoções tem que serem respeitadas em cada genero, por exemplo: As mulheres mostram maior expressão emocional, experimentam as emoções mais intensamente e demonstram com mais frequencia. Já os homens precisam menos de aprovação social, assim como não precisam muito expressar emoções positivas. Essas emoções que sentimos são influenciadas e construídas pela empresa e por culturas.
   E então ele disse que a personalidade e o humor determinam a intensidade da resposta emocional. Sem tempo, ele finalizou dizendo que o estudo de caso ficaria para a próxima aula do dia 29 de setembro de 2010. 
Raíza Rigonato

Comporte-se 23/Setembro

Transtornos de personalidades

Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (caráter). Um transtorno de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e mal-ajustados, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta, causando a ele próprio, ou mais comumente aos que lhe estão próximos, sofrimento e incomodação. Geralmente aparecem no início da idade adulta e são cronificantes (permanecem pela vida toda) se não tratados. As causas destes transtornos geralmente são múltiplas, mas relacionadas com as vivências infantis, as da adolescência e relações no trabalho do indivíduo. O tratamento desses transtornos é bastnate difícil e igualmente demorado, pois em se tratando de mudanças de caráter, o indivíduo terá de mudar o seu próprio “jeito de ser” para que o tratamento seja efetivo.

Alguns dos transtornos de personalidade:
  • Transtorno de Personalidade Paranóide: Indivíduos desconfiados, que se sentem enganos pelos outros, com dúvidas a respeito da lealdade dos outros, interpretando ações ou observações dos outros como ameaçadoras. São rancorosos e percebem ataques a seu caráter ou reputação, muitas vezes ciumentos e com desconfianças infundadas sobre a fidelidade dos seus parceiros e amigos.
  • Transtorno de Personalidade Borderline: Indivíduos instáveis em suas emoções e muito impulsivos, com esforços incríveis para evitar abandono (até tentativas de suicídio). Têm rompantes de raiva inadequada. As pessoas e sua volta são consideradas ótimas, mas frente a recusas tornam-se péssimas rapidamente, sendo desconsideradas as qualidades anteriormente valorizadas. Costumam apresentar uma hiper reatividade afetiva, em que as situações boas são ótimas ou excelentes, e as ruins ou desfavoráveis são péssimas ou catastróficas.
  • Transtorno de Personalidade Narcisista: Indivíduos que se julgam grandiosos, com necessidade de admiração e que desprezam os outros, acreditando serem especiais e explorando os outros em suas relações sociais, tornando-se arrogantes. Gostam de falar de si mesmos, ressaltando sempre suas qualidades e por vezes contando vantagens de situações. Não se importam com o sofrimento que causam nas outras pessoas e muitas vezes precisam rebaixar e humilhar os outros para que se sintam melhor.
  • Transtorno de Personalidade Anti-Social: Indivíduos que desrespeitam e violam os direitos dos outros, não se conformando com normas. Mentirosos, enganadores e impulsivos, sempre procurando obter vantagens sobre os outros. São irritados, irresponsáveis e com total ausência de remorsos, mesmo que digam que têm, mais uma vez tentando levar vantagens.
  • Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva: Indivíduos preocupados com organização, perfeccionismo e controle, sempre atento a detalhes, listas, regras, ordem e horários. Dedicação excessiva ao trabalho, dão pouca importância ao lazer. Teimosos, não jogam nada fora (“pão-duro”) e não conseguem deixar tarefas para outras pessoas.
  • Transtorno de Personalidade Esquiva: Indivíduos tímidos (exageradamente), muito sensíveis a críticas, evitando atividades sociais ou relacionamentos com outros, reservados e preocupados com críticas e rejeição. Geralmente não se envolvem em novas atividades, vendo a si mesmos como inadequados ou sem atrativos e capacidades.
  • Transtorno de Personalidade Dependente: Indivíduos que têm necessidade de serem cuidados, submissos, sempre com medo de separações. Têm dificuldades para tomar decisões, necessitam que os outros assumam a responsabilidade de seus atos, não discordam, não iniciam projetos. Sentem-se muito mal quando sozinhos, evitando isso a todo custo.
O tratamento desses transtornos baseia-se na Psicoterapia e Psicanálise. Aparece comumente depressão e ansiedade associados a esses transtornos.
Não se pode esquecer que muitas dessas características fazem parte dos traços normais de muitos indivíduos, e somente quando esses traços são muito rígidos e não adaptativos é que constituem um transtorno.
Raffael Cavalheiro Ferreira Dias