24 de novembro de 2010

Comporte-se 24/Novembro

Comunicação organizacional: evolução e transformação
Frente a esta análise, a comunicação organizacional desenvolveu-se, por algum tempo, em paralelo à evolução das mídias, contudo vivemos no momento em que ambas encontram-se e formam alianças ou travam guerras, criam forças ou se perdem nos objetivos.

Frente a esta análise, a comunicação organizacional desenvolveu-se, por algum tempo, em paralelo à evolução das mídias, contudo vivemos no momento em que ambas encontram-se e formam alianças ou travam guerras, criam forças ou se perdem nos objetivos.

Assim, este artigo propõe uma análise sobre a influência da convergência midiática nos processos, nas estratégias e nas estruturas da comunicação organizacional.

Ao longo dos últimos anos, a comunicação empresarial ganhou mais forças dentro das organizações, sendo mais bem estruturada e cada vez menos amadora. Sua constituição percorre diversos autores, que buscam uma definição precisa, o que, no entanto, parece não alcançar um consenso.
Dentro dos estudos feitos por Francisco Gaudêncio Torquato (1986), primeiramente, é importante distinguir a comunicação organizacional do que se compreende como comunicação de massa, tendo em vista as particularidades de cada uma destas.

Entretanto, a empresa não deixa de perpetuar o modo de produção capitalista, pois se apresenta como uma de suas engrenagens inerentes.

Ao mesmo tempo, a organização não pode abandonar sua função política frente ao Estado, visto que não só contribui com a arrecadação tributária, mas também colabora direto com os trâmites econômicos, os quais influenciam de diversas maneiras as ações políticas, especialmente no período em que vivemos, quando os mercados encontram-se interligados.

Desta forma, compreendemos que a comunicação organizacional está extremamente ligada ao sistema sóciopolítico, econômico-industrial e micro-clima interno da empresa (TORQUATO, 1986: p. 16).

Ainda que pareça distante, a comunicação organizacional encontra-se muito próxima de focos antropológicos e midiáticos, pois ela se dá em níveis pessoais, grupais, sociais e tecnológicos. No decorrer deste artigo, iremos contextualizar estas sinergias.

Ademais, nas análises mais recentes, somos alertados que:

"Com a evolução e sofisticação da área de comunicação, sobretudo nas grandes empresas, ela foi assumindo um novo status e um caráter estratégico. As mais diferentes terminologias passaram a ser usadas para designar essa área, que era caracterizada indistintamente por adjetivos como social, empresarial, organizacional, corporativa, institucional, mercadológica, quando não se caí no simples reducionismo de considerar tão somente a comunicação interna e externa"  - (KUNSCH, 2002: p. 152)
Estes aspectos indicados influenciam diretamente no perfil de quem, hoje, busca mais conhecimento e formação educacional nessa área, pois se trata de uma ampla perspectiva de atuações, as quais serão determinadas pela cultura organizacional, além da maneira com que a comunicação é estruturada na organização.

Constatamos que a comunicação ganhou espaço fundamental para as empresas, sejam de tamanhos, culturas ou setores diferentes. Há muitas nomenclaturas e definições a fim de apontar as características e os perfis, que envolvem esse campo.
Whelton Cristian Machado de Oliveira

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