24 de novembro de 2010

Comporte-se 24/Novembro

Revista Exame
Abram mão do poder


Abrir mão do poder pode ser considerada a regra numero um para quem quer liderar processos de mudança bem-sucedido. Muitos administradores enfrentam um dilema comum. Muitos conselhos de administração e acionistas, quando deparam com realidades empresariais profundamente diferentes. O que a empresa busca é o administrador herói: aquela pessoa capaz de satisfazer os acionistas, energizar os funcionários que resistem à mudança e tomar "decisões difíceis".
            Muitas pessoas que alcançam o topo de uma organização logo descobrem que têm pouco poder para controlar toda a sua complexidade. Essa realidade levou o principal executivo de uma empresa de energia internacional a definir a palavra "dirigir" -- como em "dirigir a mudança" -- como a mais inútil do vocabulário. "Você dirige um automóvel, mas não dirige um sistema humano", diz ele. "Se você tentar, pode acabar fazendo mais mal do que bem."
                Desenvolver a capacidade para liderar dessa forma envolve um comprometimento para a vida toda. Mas a jornada começa com questões simples e primeiros passos. "O que quero que seja meu legado para essa comunidade?" "Que tipo de organização procuro construir?" "Estou disposto a mudar e ser o modelo que mostrará o caminho pelo exemplo?" "Estou disposto a descobrir como algumas das habilidades que me fizeram ter sucesso no passado podem inibir o novo tipo de organização que está tentando emergir?"
Uma das mais significativas demonstrações do comprometimento gerando credibilidade  é a forma como os administradores trabalham com suas equipes. Uma equipe saudável é aquela na qual uma pessoa de fora sairia de uma reunião pensando: "Essas pessoas realmente sabem conversar sobre assuntos difíceis. Há muito respeito e muita vontade de desafiar as próprias ideias, de colocar os pontos difíceis sobre a mesa e dizer: Isto aqui eu não entendo ".
A definição de liderança expressa a seguir tem se provado muito útil em projetos de mudança ao longo dos anos: trata-se da capacidade de uma comunidade humana, pessoas vivendo e trabalhando juntas.  A capacidade de criar novas realidades. Liderar é aproveitar a energia da criação,  especialmente criar algo que realmente importa. Onde existe essa energia, somos mais engajados, plenos e produtivos.
Andressa Schneider da Costa

Por Peter Senge, Fabíola Nobre e Tácito Nobre

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